Há quem diga que Pelotas
e região vivem , desde o final dos
anos noventa, uma espécie de renascimento
cultural. O que posso assegurar, por observação
e convívio, é que estamos
diante de uma safra de fazedores de arte
e cultura que reúne qualidade e quantidade.
São poetas, músicos, poetas-letristas,
contistas. Começam a aparecer até
os que se aventuram pelo difícil
caminho do romance histórico.
Alguns conseguem tempo e entusiasmo para
acrescentar a condição de
militantes/ativistas culturais. A obra que
você tem em mãos leva a assinatura
de um típico representante desta
estirpe. Não fica exagerado dizer
que o autor é uma espécie
de síntese desta safra, até
pelo fato de transitar
por praticamente todas as trilhas (e tribos)
acima referidas.
É o quarto livro do
jaguarense Martim César - três
de poemas e um de contos. É a confirmação
(renovada e aprimorada na forma e conteúdo)
da qualidade poética que, creio,
seja mais conhecida por seu trabalho como
poeta-letrista. Natural que seja assim,
em função do apelo mais amplo
da música. Como natural é
que, no livro, fique mais evidenciada a
relação fácil e bem
resolvida que o autor tem com a palavra
impressa. O central na obra é o conteúdo
poético, claro. Mas vale a pena prestar
atenção também ao domínio
de linguagem.
Boa leitura
João Alberto D. Santos
Dir. de Comunicação da Bibliotheca
Pública Pelotense
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